Por que idealizamos tanto as pessoas?
Por que as desejamos de determinada maneira?
Por que exigimos delas mais do que podemos ser?
Por que nos aprisionamos a elas e fazemos delas prisioneiras?
Por que essa obsessão, opressão, possessão?
Por que essa cadeia do medo?
Por que tanta incoerência e hipocrisia?
Pra que regra alguma, se só admitimos as que nos convém?
Se só legislamos em benefício próprio...
Que natureza é essa?
O que há de natural nas suas leis que não nas minhas?
O que você pensa que é, além de um bolo orgânico ambulante e tirano?
Tão falho e igual a qualquer um...
Tão singular e maravilhoso quanto os demais.
Imponha regras à natureza e será subjugado...
Liberte-a e contemple a verdade a lhe sorrir,
Até que consiga sorrir de volta para ela.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Agora que fui posta à parte, isolada na categoria "confidencial", nutrida pelo culto ao que não pode acabar, mesmo que de essência questionável; agora o discurso soou até curioso. Não conseguiria vislumbrar se tivesse notícia, como que se acontecesse a um amigo. Talvez eu engolisse uma sonora risada de incompreensão diante de argumento tão pueril. Mas como a proposição me tem como destinatária, acho que uma risada não seria eficaz. Então pensemos, já que explicar o óbvio me consome mais energia. Pensemos por uns dias.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Me pinte de branco
Me importo
Me mostro
Me olho no espelho
Me vejo em você
Ouço sua música
Deixo a luz acesa
Mancho as paredes
Ponho as cartas na mesa
Mudo as coisas de lugar
Amplio o seu espaço
Me desfaço
Pra gente se refazer
Tudo é calmo
No olho do furacão
Tudo é silêncio
Nessa abstração
Sou inalcançável
Facilmente atingível
Sou paz na guerra
Seu sonho possível
Mas você me sonha invertido
Você me quer ao contrário
Pra cada piada um riso
Encobrindo erros primários
Continuo no mesmo banco
Desligue o som
Apague a luz
Me pinte de branco
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